Fungos
Estes organismos pertenceram ao reino das plantas durante muito tempo, com a designação de plantas inferiores.
Mas no século XVIII foi-lhes concedido um reino, devido às características que os distinguem de todos os outros seres vivos. Deste reino fazem parte os bolores, os cogumelos, e as leveduras (fermentos). Os fungos têm como principal habitat o solo, e nas florestas revelam-se principalmente no Outono, sob a forma de cogumelos, permanecendo invisíveis no resto do ano.
Uma das possíveis origens da palavra fungo deriva da junção das palavras latinas funus e agos, que traduzidas à letra, significam “o que faz cadáver”. Esta visão negativa dos fungos, como algo ligado à morte e podridão, prevalece ainda no imaginário de muitos. Vemos os seus efeitos negativos nas casas, alimentos e culturas, com os bolores que causam podridão. E talvez por isso esqueçamos o quanto estes operadores invisíveis influenciam o nosso mundo e o nosso quotidiano, estando na base de florestas, orquídeas, pão e vinho, antibióticos e outros medicamentos, toxinas e um sem-número de compostos úteis para muitos processos industriais.
Os cogumelos povoaram o nosso imaginário aliado a mundos mágicos, e não sem razão, visto que existem cogumelos alucinogénicos que fazem parte inegável da cultura religiosa da América do Sul. Entre nós, ficaram eternizados nas casas dos “Estrunfes” e na “Alice no País das Maravilhas”.
No Parque Biológico de Gaia é possível vê-los todo o ano, mas é nos meses de Outubro a Dezembro que despontam os mais vistosos.
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