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Flora

A flora natural do parque é muito variada: mais de 200 espécies de plantas selvagens estão inventariadas.

Algumas são anuais, e apenas se podem ver durante um período do ano.

Se quiser conhecer bem a flora terá de visitar o Parque Biológico nas várias estações do ano.
 
Tal como nós, as plantas dependem da água. Mas esta não pode pôr-se em bicos de pés porque também depende, e muito, das plantas.

A vida na Terra desdobra-se numa sucessão de interdependências. Tudo está ligado. Se o ser humano cultiva a pretensão de estar acima desta equação básica da sobrevivência degrada a sustentabilidade da sua própria espécie.

As plantas absorvem o precioso líquido, mas criam solo. Absorvem a água da chuva, do orvalho ou da neve e vão-na soltando ao longo do tempo, fazendo com que os extremos do clima oscilem menos entre a seca e a inundação.

Como esponjas vivas, as plantas e a terra que criam e protegem são a base dos ecossistemas, cooperando com outros seres — pequenos ou grandes — que devolvem ao solo os nutrientes dela extraídos pela flora. 
Após os incêndios, as plantas fazem-se cinza levada pelo vento e pela chuva. Quanto mais inclinadas as vertentes, mais terra se perde. Fica a rocha à vista, o primeiro passo para a desertificação. O que demorou séculos a formar-se depressa se perde, caindo nos rios, saturando-os de nutrientes, sufocando a vida aquática.

Quando beber um copo de água, pense no bosque que a ajudou a purificar e que a armazenou para a ir soltando ao longo do ano através de ribeiras e rios...

 

Foto: Amieiro.


Parque Biológico de Gaia

4430-681 Avintes

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